A inteligência artificial está na ordem do dia. É utilizada para tudo, inclusive para traduzir, mas isso acarreta um perigo invisível para quem não conhece o nosso setor. Tal como todas as ferramentas, pode ser muito útil, mas também muito arriscada, se não se souber utilizá-la. Se não confiariam num avião controlado por uma máquina sem supervisão humana, por que razão haveriam de confiar um texto a uma máquina sem supervisão?
É por isso que a Okodia apresenta um novo serviço, denominado Human-in-the-Loop (HITL). Assim, surfamos a onda, mas com juízo. Com o Human-in-the-Loop, tiramos o máximo partido da inteligência artificial, mas sempre com o apoio de profissionais especializados, capazes de a orientar e de assegurar a qualidade do texto, reduzindo tanto quanto possível os riscos. Além disso, garantimos a confidencialidade do documento, ao contrário de outros motores de tradução on-line.
O que é o Human-in-the-Loop?
Muitas empresas já utilizam a IA para traduzir os seus conteúdos. É inegável que é rápida de utilizar, reduz os custos e ajuda a gerir volumes que, anteriormente, eram difíceis de gerir. Tudo isso é também proporcionado pelo Human-in-the-Loop, mas com um elemento adicional: a IA conta com o apoio de um profissional que toma as decisões, para que não seja a própria IA a tomá-las sem ter em consideração fatores como o contexto cultural, o tom da marca ou glossários específicos.
Em que fases se divide uma tradução normal realizada com o Human-in-the-Loop?
Fase 1: receção e análise do trabalho solicitado
Quando recebemos um trabalho, a nossa equipa analisa o documento para se certificar de que é viável traduzi-lo com recurso à inteligência artificial, uma vez que nem todos os textos são adequados para ser traduzidos com IA. Se o seu texto não for adequado, proporemos a solução mais conveniente.
Além disso, o documento não pode ser processado de qualquer forma. Nem sempre é possível copiar o texto de um PDF e colá-lo simplesmente na ferramenta de IA. As nossas gestoras de projetos encarregam-se de identificar as necessidades de tradução de cada cliente, avaliar a qualidade da formatação e detetar possíveis riscos e necessidades técnicas, a fim de evitar problemas posteriores.
As gestoras verificam também o que deve e o que não deve ser traduzido (e se alguns gráficos ficarem por traduzir por não estarem num formato editável e a IA não os detetar?) e se a tradução cumprirá os requisitos da entidade que a solicita, caso existam. Por outras palavras, a nossa equipa realiza uma análise prévia para reduzir os riscos ao mínimo. Utilizamos a IA, sim, mas preparamos o terreno e orientamo-la para obter a melhor tradução possível.
Fase 2: preparação do ambiente
Assim que o orçamento for aprovado, a Okodia seleciona o motor de tradução automática que melhor se adapta às necessidades do texto. Afinal, a Ryanair pode ser suficiente para um voo curto, mas ninguém passaria 14 horas a bordo de um dos seus aviões. O mesmo acontece com os motores de tradução automática, uma vez que cada um funciona de forma diferente e, por isso, uns respondem melhor a determinados tipos de texto do que outros.
Além disso, fornecemos à IA os prompts mais adequados a cada cliente e documento. Desta forma, controlamos se o texto traduzido é mais ou menos formal e se utiliza um vocabulário mais ou menos específico. Podemos também adicionar um glossário para garantir que são utilizados especificamente esses termos e não outros. Ou seja, deixamos à IA um caminho bem definido, para que siga na direção certa.
Fase 3: produção
O motor de tradução automática produz uma tradução de acordo com as orientações definidas pelas gestoras de projetos. Este texto é depois supervisionado por um tradutor profissional, de modo a garantir que o vocabulário é adequado, que o tom corresponde ao pretendido para o texto e que a consistência e o estilo se mantêm em todo o documento. Além disso, o tradutor deteta possíveis erros culturais e determina qual o termo mais preciso para o texto em questão. Garante igualmente que o texto está em conformidade com as orientações que o cliente forneceu no início do projeto.
Fase 4: controlo de qualidade
Depois de um tradutor profissional ter verificado o resultado, as gestoras voltam ao trabalho para efetuar as últimas verificações: certificam-se de que não há erros terminológicos, espaços duplos, inconsistências ou erros de concordância. Assim que este controlo de qualidade mais formal estiver concluído, é feita uma leitura geral para garantir que foram cumpridos os requisitos específicos de cada cliente. Por último, verifica-se a formatação do documento, para garantir que a formatação está impecável e que o cliente recebe um ficheiro pronto a utilizar ou a publicar.
A confidencialidade: a última grande vantagem
Para além de orientar a IA e de reduzir os riscos, o Human-in-the-Loop tem outra grande vantagem: a confidencialidade dos dados. O documento serve apenas para fornecer a tradução e, ao trabalhar com os nossos motores de tradução, não é armazenado nem utilizado para o próprio treino do motor de tradução. Por isso, não há envio nem das informações, nem da tradução, nem do texto original.
FAQ
Qual a diferença entre a abordagem Human-in-the-Loop e trabalhar apenas com IA?
Tal como o próprio nome indica, no Human-in-the-Loop, existem profissionais que se encarregam de orientar e verificar o resultado produzido pela IA. Além disso, no que diz respeito aos serviços da Okodia, a confidencialidade está garantida. No entanto, a inteligência artificial limita-se a traduzir o texto, sem verificar nada nem acrescentar mais etapas ao processo.
A confidencialidade dos ficheiros é garantida?
O documento serve apenas para fornecer a tradução. Não é guardado de forma alguma, pelo que a confidencialidade é total.









